Faltavas sem eu o saber

  

  

Que faltas me fazias

Sem eu te desejar, sem te pedir

As saudades que te tinha

De entrar sem saber onde

A cantar uns versos inventados

Cheios de ironia da actualidade 

E penetrados pelo futuro próximo!

Que falta tu me fazias

Para me olhar no espelho

Nua e sorridente para ninguém

A não ser o meu pensamento.

Tão bom saber que te tenho

Por mais vida boémia que tua seja 

Por mais criticado que venhas a ser

Não interessa! Porque

Minha satisfação

Atravessa porta e entra noutra

Que nesta, mesma aqui 

Mesmo à minha frente…

Nunca se sabe o que se pode encontrar!

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