Tenebroso

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Oh dor minha
Que há muito eu não te via
Por onde andaste na minha vida?
Porque voltaste mais uma vez?

Se te temia, oh se sim!
Oh dor minha porque docemente me condenas?
Cravas meu coração de sangue derramado
De sonhos, futuro e perdição…

Oh dor minha porque me matas,
Lentamente?
Não sabes tu que eu morro contigo?
Não conheces minha angústia por ainda te sentir
Meu medo por te reencontrar no tempo
Não sabes tu que eu choro tanto ao te ver?

Diz-me logo, sou tua para sempre?
Ou vais e vens, na minha vida
Feres meu límpido olhar
Minha paixão ardente
Como uma flecha que mata um coração amante?

Consegues sentir meu coração apertado por ti,
Meu corpo flácido e inútil
Todo o amor desacreditado
Sempre que me insultas sem eu o saber?

Quando me foges para sempre?
Quando me deixas de atormentar?

Diz-me logo, queres que fique só?
Eu ficarei, já!
Diz-me logo, se teu desejo for o teu maior egoísmo
Oh dor minha!

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O acordar de Vicent

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Ó silêncio que me queimas
Que da minha alegria fazes cinzas
Dos meus olhos aclamas lágrimas!

Ó silêncio…! Ó silêncio
Que te eternizas em mim

Levas minha vida sem eu a sentir
Ficando só neste anoitecer
Entretida com palavras distantes
Vivas e sentidas por um exímio
Que não eu!

Ó silêncio que foste rei
Noutros tempos,
Ó silêncio que por mais que me mates
Eu não te condeno
Serei eu, tua musa
Presa no teu pensamento
Por ti e para ti

Ó silêncio…! Ó silêncio
Deixa tua arte eternizar-se
Em mim…
Em silêncio!