Sem cor

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A cor da mentira não existe
Mesmo apoderada da mais suja libertinagem

A cor da mentira não existe

Naquele dia eu corri
Olhei para trás com receio de te ver
Minhas pernas galopavam com pressa de fugir
Meu coração palpitava
não de ansiedade, mas
de felicidade
Olhei para trás doando-te toda a minha maldade
Minhas pernas galopavam com pressa de abraçar
Meu coração palpitava
não de ansiedade, mas
de tranquilidade
Por não te querer mais, aqui
E bem ali
No meu destino!

Naquele dia eu corri
Olhei para trás e vi-te
Minhas pernas perderam controle
Toquei-te, senti a tua quase realidade em mim
Um quase, que quase me penetrou

Mas no final do meu destino,
bem ali,
Eu corri
Corri
Olhei para trás e
Tornei meus olhos cegos,
De tudo
Menos do que não tem cor
Corri e sorri!

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