Finita perdição

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Desenho cada palavra tua na minha boca
Todas me sabem a primavera, a alegria,
a sorrisos e intensa imaginação
Agarro minhas memórias em teu corpo
Entrelaçado no meu
Com nossas pernas cruzadas naqueles lençóis

Paixão de saber que ontem te chorei
Pela saudade dos teus movimentos ruidosos
Da tua certeza das palavras para mim,
Carregadas de sonhos, dizeres infinitos
E eterna esperança
Pela saudade de me teres impulsionado
Para o reflexo de um céu estrelado,
Bonito de ser amado
Pela saudade de eu não ter prolongado
Este caminhar desconhecido de mãos dadas contigo

Paixão de saber que agora te sorrio
Que tuas palavras eu li, com sofrido coração
Mas poeta é mesmo assim!
Sofredor entre a beleza e o amor
Com a tola ambição de um dia
Não morrer escondido por um coração esquecido!