Língua francesa

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A tua língua francesa me invade
Tremo com o teu toque
No meus mamilos
Um beijo teu apetecido
A degustar esta minha boca humedecida
Pela tua chuva! Nesta noite!
De silêncio prolongado
O tempo foge sem eu pedir
Mas não mata meu coração

Deixa ficar tua noite em mim
Onde os anjos e demónios se tocam
O pecado faz aumentar a minha libido
E os meus olhos sorriem de timidez
Afogados na tua tão desejada robustez

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Águas de Outubro

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Cada lágrima que seca meu rosto
Fica presa ao meu não saber
Cada lágrima que quero que caia
Nunca chora o meu dizer

Sempre mais rendida
À real vida do não querer ser
Meu imaginário começa a perder
A certeza do meu conseguir viver

De irreal quero eu sonhar
Mas de sonhos estou eu há muito perdida
Que nada me dão e tudo me tirão
Quando mais eu preciso da minha vida

Chora lágrima por favor
Faz-me saber sorrir
Mas não venhas ter comigo
Com o medo do meu sentir

Ouço o silêncio
Silêncio meu!
Fico parada com o conhecer
Que um dia o vou deixar morrer

Buenos Aires

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Encantei minha alma contigo
Deambulando sem abrigo
Corri calçadas e não cansei
À tua procura por todo o lado

Sorri a todo o momento
Por saber que tu me querias
Senti teus corações
Em todos os cantos que conheci

Ainda pouco sei de ti
Que de Espanha influência tens
Que nariz italiano posso eu olhar
Com todas as encruzilhadas do teu luar

Encantei minha alma
Deixaste teu cheiro no meu corpo
Salto agora de felicidade
Do alento que dás ao meu choro

Grande cidade! Meu urbanismo!
Deixa sempre minha presença te tocar
Abraça-me mesmo que ainda haja a tua incerteza
Sobre o desconhecimento da minha pessoa

Contigo sonho desde pequena
Ainda nada na vida eu conhecia
Agora com o acreditar do meu destino
Sei que tu permanecerás no meu caminho

Buenos! Que bueno es!
Cidade que ainda não te possuo
Buenos Aires acredita no meu sonhar
Que um dia eu te irei conquistar

Postura incorrecta

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Tanto quero eu parar meu coração
Que palpita de curiosidade
Sobre o olhar do meu mais querer
A vontade de ter prazer
Sabendo eu
Que tudo irá morrer

Coração meu continua a sonhar
Pelo quê, não sei bem
Só se de amor for eu feita
Amor esse transpirado de multidões
Crises de paixões
Revoltadas por um carinho
Acarinhadas por umas mãos
Desconhecidas para o meu sempre

Sempre fico eu
Que depois da morte de um sonho
De dois sonhos
De três sonhos
E de tantos mais sonhos que me encontram
Meu coração continua a acreditar
Que meu corpo
Uma fase está a passar
Para meu destino ser
No fim
Conseguir somente Amar.