A minha Pirata!

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Era uma traquina! Sempre a correr para todo o lado, sempre a querer comer apesar de ainda estar na digestão! Era uma traquina! Saltava quando me via, mas nem sempre…às vezes, questionava-me, será que gosta menos de mim? Era a feminina com mais ciúmes que alguma vez conheci! Desta vez foi real, inesperado e desalmado para mim!
Não há lágrimas que abafem a minha dor por a ter perdido, não há lagrimas que me façam sorrir por eu ter sido a primeira pessoa a abraça-la, não há lagrimas que me afastem a angústia de não lhe ter feito tantos carinhos como ela merecia da última vez que a vi.
Ela sentia tudo, deitava-se no meu colo para me aconchegar quando eu chorava, ouvia os meus gritos de rancor e ficava imóvel ao meu lado. Magoava-me sem consciência, por ser de porte grande, forte e teimosa. Como era teimosa! Se era!
Fugiu por medo de foguetes, nunca voltou! Sinto uma enorme angústia por não a ter encontrado, sinto raiva por saber que alguém a atropelou e fugiu…porque a Minha Pirata fugiu, andou a vaguear durante kilometros, contactou com várias pessoas, humanas e, nunca fez mal…a última vez que foi vista, viva, entrou num café e saiu mal o dono exigiu…depois, foi vista numa rotunda a apanhar sol…depois foi vista, sem vida, na auto estrada. Como é que uma cadela considerada perigosa, vagueia 24h sem fazer nenhum mal e, um ser humano atropela um animal, a Minha Pirata, numa questão de segundos, e foge?
Não há amor como o da Pirata!
Lembro-me dos beijos na boca que lhe dava.
Lembro-me de estar deitada na minha barriga enquanto eu apanhava banhos de sol. Ui, e que calor me fazia..ambas transpirávamos de calor, mas era um calor tão amoroso.
Lembro-me da satisfação da Minha Pirata enquanto lhe fazia massagens no corpo, queria sempre mais! Como era feminina!
Lembro-me de me proteger de estranhos.
Lembro-me como gostaria que o tempo voltasse atrás, não houvesse festejos de S.Joao
Lembro-me como odeio os foguetes, agora, mas naquele noite adorei vê-los. Que ódio que sinto de mim mesma!
Lembro-me que a queria tanto.
Lembro-me e nunca me esquecerei da minha Pirata a comer as flores do jardim, sem saber que ela era, é e será a flor mais bonita, de nome Pirata!
Será sempre minha!

Medo dos homens

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Só as mulheres ficam escritas,
Só as mulheres têm direito a ser inspiração
Porque não os homens?

Continuo a senti-los como um só
Pragmáticos no falar
Confusos no andar
Suaves no tocar

Há tantos e tão diferentes
Venero-os com um medo de querer mais um
Fico calada a ouvi-los
Concordo!
Por vezes, sou homem
Aqueles que se dizem loucos por amar muito,
Ao mesmo tempo,
No mesmo lugar.

Aqueles que recitam umas palavras,
Por sentir que a mulher quer ouvir,
Por querer criar um sorriso feminino

Aqueles que tornam o tempo imóvel

Há vários tipos de homens,
Sim, são tipos!

Mas, aqueles que tornam o tempo imóvel são,
Os homens, são o todo!
São os homens que consigo amar, todos eles!
São os que me dão medo,
Medo de não me conseguir afastar

São tão cruéis e bestas,
Que conseguem ser fantásticos e deuses

São burros por opção
O que os torna espertos.

São as aberrações mais bonitas do planeta
São inspiração nesta cabeça oca de paixão

Não me deixam chorar,
Porque rio

Falam por falar,
Acreditam por acreditar,
Prometem por prometer
Tudo para nós, mulheres.

Somos musas para o sempre,
mas eles são mais,
Não o sabem,
Não precisam de saber

Gosto do andar deles,
Gosto dos braços a abanar,
Da cintura fixa ao meu olhar
Nas mãos que mexem sem perceber
Quando se deseja o homem!

Todos andam
Todos mexem
Todos têm tudo,
Que medo que transmitem!

O meu homem não cuida de certeza,
Agarra porque sente

Quando a lua estiver cheia,
O tempo não se torna imóvel

A barreira do ir!

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Há aquela mensagem do partir
Apesar do pouco tempo ausente
Manténs o teu medo
Da incerteza,
Da desconfiança,
Da obsessão
Em mim, não por mim!

Aquela mensagem que eu não te pedi,
Mais uma vez.
Mandas sem pensar na recepção,
Gritas sem pensar no meu ouvir,
Ficas em silêncio eterno,
A adiantar o nosso não desejado destino.

Cobre-te de paz, peço eu!
Suja-te de razão, desejo eu!
Morre de paixão,
E deixa-me aqui, neste lugar,
Cheia de ingratidão.

Podes partir,
Eu sopro as nuvens para te levarem
Podes ficar,
Sabendo que viverás fora de mim
Podes voltar,
Mas o meu chão não sente o teu coração