Nascimento aguardado

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Meu coração sofre por saber que não te tenho
Minha cabeça endoidece por saber que não te quis
E agora quero
A música continua neste sonho que me parece longínquo
Não prevejo destino pacifico,
Mas pensar eu não posso
Diz o mestre,
Diz o poeta!
Encontro aqui um refúgio.
Vejo os meus olhos circundados de lágrimas,
Não puras, não conscientes de certeza
Vivi sempre no limiar,
Na instabilidade do meu espirito,
Mas amor porque não me atinges?
Porque deixais fugir o que eu quero?
Porque eu não quis?
Amor não se obriga, eu sei.
Não quero assim, quero por desejo.
Mas estou saturada da palavra não.
Nunca a tive,
Agora vivo-a como uma árvore que morreu pelo lenhador
Sou a raiz morta à espera de um nascer
Um jardineiro que me faça crescer.
O destino sabe o que faz,
Diz ela.
Eu acredito nela, não no destino.

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Mas que bela distracção!

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A incógnita do saber
É a maior beleza do dizer

Mesmo quando não se espera
Surge o adeus da proximidade,
Aquele que nem todos sabem acenar
Aquele que por cordialidade o transmitem e,
Os outros que o fazem,
Pela pureza de descansar.

São vários os momentos,
Que tu mudas, minha atitude!
São vários os silêncios,
como se o tempo fosse só um!

Foste e vieste sem saber,
Sorriste e continuas no desejo do querer,
Daquele ser mais miúdo,
Desta história do não saber!

Lembro-me dos seus passos…era eu!

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Delineada perfeição de uma linha mal traçada. Cruzada de viveres e dança enlouquecida. Ruas corridas, amor vivido em plena ignorância. Corpo caído, com alma retirada. Uma ida do dom para o eterno. Um silêncio não gritado para o ser. Os outros são, nós não somos. Somos demais sem querer saber. Desconhecer. Foste e sem rasto deixaste. Medo de seguir o teu destino a saber. Nunca será verdade, porque não há luta. Pensamentos obrigados sem opção. Letras escritas com coração.

“Quando conhecer a tua alma, pintarei os teus olhos” ( Amedeo Modigliani )