Amor desencontrado

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Sonho acordada com aquele homem
Já o tinha visto há uns anos,
Por breves instantes gostei dele.
Mas, desapareceu
Daria uma bonita história se fosse um olhar correspondido.
É a minha utopia de o querer ver, sentir e amar.

Nunca desejei entrar, até ao dia em que o vi
Era belo,
Não belo de beleza por fora,
Era um todo encantador,
Charmoso por desconhecimento,
Engraçado com razão e,
Dono de irradiação de energias calorosas,
Capaz de deixar na minha pele tremores alegres e tímidos.

Sempre que entro, o meu coração sorri
É o modo de olhar, a perfeição dos sonhos que tem
O tom com que transmite cada palavra
As mãos a mexer para me ensinar o inesperado
Uns olhos perfeitos,
Os que nunca desejei, mas que agora enalteço

É a minha proibição da sociedade
Vou-te desejar até te ter
É o meu conjunto perfeito
Vou sonhar até desistir de ti.
É o meu amor platónico
É o meu amor gritante de paixão!

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Minha Lisboa

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Lisboa,
A outrora terra de conquistas e derrotas
Repleta de ruas pombalinas, amplas e luminosas
Bairros de prédios baixos, varandins subtis e encantadores,
Bairros por cada zona,
Um Coração de Jesus que deixa todos os plátanos crescer
Um São Sebastião encadeado de buzinas, negócios e semáforos
Um Alfama que transpira um drapeado sublime e incansável de amor eterno
E tantos, tantos e tantos bairros que plantam esta cidade
Lisboa
Oh, nossa Lisboa
Que crias um cruzamento de todos os cheiros intensos e longínquos,
Para unir toda a inconstância da nossa pessoa